terça-feira, 17 de outubro de 2017

Expressão Livre...

João Maria Rilke, em seu livro “Cartas a um Jovem Poeta” afirma que a arte é pura necessidade ao dizer: “Escreva no momento em que se não o fizer você morre”.

Vejo pessoas querendo julgar a arte como se isso fosse possível. A arte é a expressão livre por excelência. Por sorte, além dessa corrente escura e conservadora existe uma outra bem mais forte e juvenil, trazendo ares de mudança e renovação, próprios da era de aquário, com valoreis tais como os de  “seja você mesmo”.

A arte de rua tem um forte papel político, especialmente a de intervenção,  porque defende a liberdade de expressão e dialoga com o cotidiano.

Ser, se expor, trocar diretamente, olho no olho, resgatar o espírito de criança que está dentro das pessoas, trazendo alegria. Conseguir o dinheiro necessário para viver, reciclando estado de ânimo e auto-estima.

É verdade que nesse ano tão difícil tive que me sujeitar a situações complicadas, como ter que ficar bem mais tempo do que o usual, sob o sol, me expondo para ganhar bem menos e ainda trabalhando para turistas de classe média, em Campos do Jordão. Mas o esforço não foi privilégio meu, já que a dificuldade bateu geral. Apesar de tudo, do desgaste emocional e físico, sinto que valeu a pena, porque sempre vai valer a pena quando a alma não for pequena...

Por sorte tenho sido premiado nesses últimos meses com contratos de instituições como SESC, que me permitem viajar para cidades diferentes e dialogar com pessoas simples moradoras do lugar, sem ser turistas. Nesse último Domingo me apresentei no Parque Vicentina Aranha, em São José dos Campos, contratado pela AJFAC (Associação Joseense para o Fomento da Arte e Cultura). Lá o público é de classe média, dado o bairro onde é localizado o parque. mas, a beleza do lugar e a paz que ele proporciona fazem com que toda vez em me apresento por lá seja mágico..

Apresentação no Parque Vicentina Aranha, Domingo 14-10-2017 (Foto de Diego Nery Javkin)

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

"Peripécias"

De acordo com o dicionário da língua portuguesa, a palavra peripécia é um substantivo feminino e significa: 1- Momento de uma narrativa, peça teatral, filme etc. que altera o curso dos acontecimentos de maneira inesperada e modifica a situação e o modo de agir dos personagens. 2 - Acontecimento inesperado, imprevisto.

“As Peripécias do Mímico Andarilho“ é o nome com que minha amiga Adriana batizou o novo formato de meu espetáculo no qual faço uma paródia sobre meu labor de artista de rua. É foi na mágica arena do Parque da Cidade, em São José dos Campos, SP, exatamente no Sábado 02 de Setembro de 2017, na mostra “oficial” chamada Entre Atos, pela Fundação Cultural Cassiano Ricardo, que ascenderam as lampadinhas, deixando claro que o caminho a seguir e o do improviso, onde tudo pode acontecer. Não é diferente a quando vou para rua enfrentar as pessoas de forma espontânea batalhando minha grana no chapéu, ao contrário, se alimenta desse fato.

Fiz da apresentação do parque um momento de festa assim como quando os fatores ajudam e consigo, por exemplo, conquistar as pessoas nas ruas de Campos do Jordão, de forma espontânea. No espetáculo, tudo fez parte da “brincadeira”, desde chamar o público para a apresentação, passando pela acomodação deste nas arquibancadas até qualquer imprevisto no meio da história.

Outra coisa que senti e a necessidade de treinar mais técnica de mímica para melhorar as pantomimas, lembrando as palavras do mestre Everton Ferre em seu discurso sobre a importância de se preservar essa arte.

Falando em “Peripécias”, sabendo que nesse ano tão difícil tenho conseguido sobreviver graças à capacidade de improviso nas ruas e aos ganhos provenientes do chapéu, não deixo de reconhecer que é bom dar uma respirada de vez em quando, receber cachê e sair na programação de alguma instituição.

Foto de Ricardo de Paula
Na Semana da Criança estarei apresentando minhas “Peripécias” nos Dias 08 e 15 de Outubro, no Parque Vicentina Aranha, em São José dos Campos, SP, contratado pela AJFAC e no dia da Criança, 12 de Outubro, no Horto Florestal de Limeira, contratado pelo SESC daquela região.

http://www.pqvicentinaaranha.org.br/programacao-detalhe/intervencao:-as-peripecias-do-mimico-andarilho/591

http://www.limeira.sp.gov.br/sitenovo/news.php?p=3612

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Na base de rodar o chapéu...

Não posso deixar de dar importância ao fato de “rodar o chapéu”, inclusive porque, em maior parte, é a colaboração espontânea do público, em Campos do Jordão, que tem me sustentado neste ano tão difícil.

Olha só, do meu primeiro trabalho institucional neste ano, no começo do mês de Agosto, surgiu a proposta para eu ajudar a montar uma grade para um possível festival de mímica a ser realizado por uma unidade de um SESC do interior do estado em Janeiro ou Fevereiro de 2018. Lá fui eu, com toda minha melhor força de vontade, reunir mímicos com trabalhos consolidados para tal evento. Falei com “profissionais” na maioria do estado de São Paulo e alguns de outros estados, como Everton Ferre, que conheci em Curitiba, estando eu de passagem por lá, antes de me radicar em Porto Alegre - RS, no ano de 1987.

 Everton fala da importância de se ter um festival de mímica e ainda sugere: – “Diz para o programador do SESC não se preocupar com o meu cachê, eu prefiro rodar o chapéu mesmo. Mando um termo de compromisso de que meu espetáculo será sem cachê e que eu mesmo pagarei as minhas dispensas na cidade”.
                       
Everton é um idealista que se mantém fiel aos seus valores, apesar de ter aproximadamente a minha idade. Tudo bem que na região sul as pessoas estão acostumadas a colaborar com os artistas no chapéu. Já tentei copiar sem êxito aqui, em São José dos Campos, uma coisa que ele faz lá no sul, ou seja, me apresentar nas escolas na base de rodar o chapéu. Pelo geral eu consigo meu dinheiro na rua quando pego as pessoas sentadas num bar ou restaurante e consigo prender a atenção delas durante um bom tempo.

O trabalho do Everton é técnico e detalhista. Ele apresenta um mesmo tipo de esquema independente do espaço, seja rua, pátio de escola, teatro, etc, que consiste numa série de esquetes de mímica, as quais realiza há anos. Bem diferente do meu, que é mais espontâneo, na base do improviso e do confronto direto com o público, independente do esquema.


Parece que a galera de teatro de São José dos Campos entende e dá valor ao meu trabalho, tanto assim que me convidou a participar do “Entreatos”, que é uma mostra que traz uma intensa programação em diferentes tipos de espaço em várias regiões da cidade. Apresentarei “As Peripécias do Mímico Andarilho”, espetáculo que fala justamente da utópica visão de mundo de quem vive da arte na base de rodar o chapéu...

O Mímico Everton https://www.facebook.com/mimicoeverton/

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

União de forças...


Deixaram de acontecer coisas diferentes, talvez seja esse o motivo de ficar quase dois meses sem escrever por aqui. Aliás, isso não é exclusividade minha. Neste ano tão difícil,  artistas em geral encontram dificuldades para realizar seus projetos. Vários eventos culturais foram suspensos por falta de verba ou de boa vontade. Em São José dos Campos por mais um ano não teve “Virada Cultural”, o Festival da Mantiqueira, que no ano passado tinha se transformado num encontro literário local, esse ano não foi realizado por falta de apoio e infraestrutura. Os editais culturais estão recebendo um número três ou quatro vezes maior de inscritos do que noutros anos, devido à falta de espaço para os grupos se apresentarem. O Fundo Municipal de Cultura da cidade destinou uma verba quatro vezes menor do que no ano anterior, aos projetos aprovados.

Enfim, o que dá para resgatar de bom é que a crise fez as pessoas se unirem para se ajudar. Eu tenho sobrevivido das minhas performances espontâneas em Campos de Jordão e do apoio de alguns restaurantes aos quais acabei me associando,  ficando parceiro dos músicos, tocando junto com eles, e estreitado a amizade com as pessoas simples moradoras da cidade.

Estou tendo a possibilidade de auxiliar, na parte corporal, a minha ex-companheira de trabalho de muitos anos, no espetáculo que ela apresenta e vendo os frutos da nossa parceria.

Comecei uma empreitada de produção audiovisual independente junto a dois amigos e acabamos de realizar o primeiro de uma série de vídeos documentários com temas de interesse comunitário, utilizando o “Mímico Andarilho” como intercomunicador.

Link de vídeo no Youtube:

Depois de um bom tempo, tive a oportunidade de viajar para um lugar diferente e fazer parte da programação nas festividades do aniversário da cidade de Piracicaba, contratado pela unidade do SESC de lá. Senti-me muito bem apresentando numa grande roda para o “povão” em geral.

Links de atividade em Piracicaba:


Nesta semana e na próxima, em São José dos Campos, apresentarei minhas intervenções dentro da programação da Quarta Edição da Mostra Agosto Popular de Teatro, realizada pelo CAC Walmor Chagas, evento independente que reúne grupos de teatro da região e de outras cidades do Estado.

Tanto as intervenções como a série de vídeos documentários levam o título de “Um olhar sobre o cotidiano...”

Link com vídeo da programação da Mostra:
https://www.facebook.com/CACWalmorChagas/videos/1489460037800520/?hc_ref=ARQUQtVSzoNER5cDQ9DVacAXwBxSUmGQcQ7suXpp4Qdvw68CxquFxKrlmE46ePFFK8Y&pnref=story



Para finalizar, deixo a minha conclusão de que os períodos de crise podem também ser úteis para as pessoas se perceberem e colaborarem umas com as outras.


Na Bat-Caverna da RAC Studios, junto à Carolina Wintter e Reinaldo Costa


quarta-feira, 21 de junho de 2017

Neblina em Campos do Jordão

“Perdido como turco na neblina”. Quando digo esse ditado para as pessoas elas não entendem muito bem de que se trata, mas, o certo é que no inverno de Campos do Jordão, a noite, é só assoprar que tudo fica envolto em neblina.

Um senhor bem idoso me dizia no outro dia que é incrível notar como gente é diferente, cada um, um cada qual. Sinceramente eu não acho, vejo tudo meio igual, com uma plaquinha de preço, para vender ou comprar.

A multidão tomou conta da cidade e eu fiquei meio deslocado. Por sorte, no último feriado de Corpus Christi, consegui um pequeno apoio da lanchonete “Black and Withe” que fica afastada a uns metros da “muvuca”. Lá eu consigo brincar de burrinha no trânsito como antigamente e ainda fico tocando junto aos músicos que fazem a trilha sonora ao vivo. Elayne e Mateus têm salvado a minha pátria e o meu ânimo com uma dúzia ou mais de xotes e baiões que eu acompanho no pandeiro. Música nordestina de qualidade.

Foi à própria Elayne quem arranjou o meu primeiro bico de músico no dia dos namorados num restaurante localizado no corredor do “Shopping Genêve”, do lado do badalado Baden Baden. Lá eu estava, com minha caixinha de som presa a cintura, a malinha, a estante e a pasta de partituras, caracterizado de mímico-palhaço a me apresentar para os comensais, no horário de almoço de domingo. Para minha surpresa, a gerente do restaurante perguntou se já estava pronto e, sem mais, desligou o som ambiente. No silêncio, comecei tocar flauta, sem microfone, acompanhando as bases de play back executadas na minha caixinha.. Senti na pele como é a relação do público com os músicos. Parece que não importava que eu estivesse caracterizado. Eles só olhavam de relance.
Tomei uma atitude para quebrar o gelo e, depois de pedir para ligarem o som ambiente, aproveitei a ocasião do dia dos namorados para encher uns balões “estica” que estavam dentro da mala e entregar corações de bexiga ao "público". Depois, liguei minha caixinha e toquei o “carinhoso” na flauta, além de outros chorinhos, passeando em volta das mesas. No final brinquei como mímico, imitando as pessoas que passavam pelo corredor do shopping, usando o jazz de sempre, saindo da caixinha. Quando acabei, aproveitei o embalo de alguns e, evocando “a moral do povo brasileiro” me fiz bater palmas, dizendo que é disso mesmo que a gente precisa, de aplauso, de união, de auto estima”. Saí do local com o palhaço a flor da pele, super feliz depois do dever cumprido.

Vivemos num momento onde é super importante sermos nós mesmos. Eu vou de palhacinho, defensor da cultura popular e da auto-estima, as vezes perdido e noutras achado, carregando as armas que possuo, a Mímica, a Música, a “Burrinha” e a Palavra em português-brasileiro com sotaque argentino.

Indo à luta...



quinta-feira, 1 de junho de 2017

Apresentação no Festival Cultural da Moçota, na cidade de Caçapava

Depois de um extenuante Sábado em Campos do Jordão, onde me vi mais uma vez encurralado pela multidão, tive o respiro de um trabalho mais tranqüilo, na cidade de Caçapava, no Domingo, dia 28 de Maio, no “Parque ecológico da Moçota”, fazendo parte da programação do primeiro festival cultural realizado por lá.

A "aventura” da viagem começou logo de manhã, eu, com meu corpo em farrapos pelo cansaço do Sábado, pegando a "burrinha" que estava no bar do Seu Antônio, em frente à rodoviária de Campos e continuou com a chegada na rodoviária de Taubaté, onde me aguardava o Marcos, funcionário da Prefeitura de Caçapava, com um carro oficial modelo "Siena" onde colocamos todos os meus pertences, inclusive a bicicleta. Para conseguir a façanha amarramos á tampa do bagageiro com um dos meus extensores, deixando a roda da frente da bike para fora com um paninho fazendo de bandeirinha pendurado ao guidão, em sinal de alerta, para os carros que vinham atrás da gente.

Já no parque, antiga fazenda, fui muito bem recebido, na casa que fica logo na entrada, onde, da varanda, dava para avistar o movimento da festa, com crianças brincando num parquinho, som de viola rolando e pessoas indo e vindo. Senti-me em casa, como quando participo dos eventos realizados no Parque da Cidade, em São José dos Campos. Depois do primeiro contato na casa, chegou Paola, minha amiga e organizadora do evento, pedindo-me para fazer minha primeira aparição no meio do povo.Lá estava eu, maquiado, tendo o primeiro contato com a turma...

Cheguei chegando, mas com sumo cuidado, detrás de mim mesmo, brincando e observando. Pessoas simples abertas ao diálogo. “Brincadeira de criança”.
“Feira Gastronômica e Cultural” distribuída pelo parque, onde artistas e artesãos locais expunham suas obras e produtos e onde eram vendidos alimentos para os visitantes. Fiquei sabendo ente outras coisas que o doce típico de Caçapava é a Taiada e, inclusive, que este é o apelido das pessoas que nascem na cidade.

O que mais me chamou a atenção é o espaço com extenso gramado verde onde estava montado um palco baixo ao meio, pessoas bem á vontade deitadas na grama e crianças brincando para lá e para cá, num clima alegre e leve. Nesse marco vesti a minha “burrinha” e acabei conhecendo “Alice”, uma menina negra de uns oito anos de idade, vestida com um pequeno boizinho de papelão. Ao som do saxofonista que se apresentava no palco ensinei a Alice o movimento do jogo realizado entre “Boi” e “Burrinha”, que apreendi no folguedo de bumba meu boi. Depois fiquei sabendo pela boca da mãe que Alice sempre fala em ser artista. A menina não me largava em momento algum, ela junto a um grupo de crianças se grudaram em mim como abelhas ao mel.

Entre as coisas que mais gostei do festival estão a roda de conversa com historiadores da cidade e a apresentação do violonista de São José dos Campos Diogo Oliveira, com seu show em homenagem a Tom Jobim. Muito diferente, ver uma pequena figura no centro de um grande palco, tocando o seu violão e cantando suavemente em meio ao barulho natural da mata, misturado com o barulho natural de gente. Vitamina de Moçota para fortalecer corações brasileiros...



Verde que te quero verde...



https://www.facebook.com/claudia.mamede.3/posts/1534969869907501



https://www.facebook.com/pages/Parque-Ecol%C3%B3gico-Da-Mo%C3%A7ota-Em-Ca%C3%A7apava/1411112239138997?pnref=story


https://www.facebook.com/hashtag/festivalculturaldamo%C3%A7ota?source=feed_text&story_id=10209118330092264

https://www.facebook.com/artejumoreira/posts/1058759857591727


quinta-feira, 18 de maio de 2017

O Sertão é a rua...

Ir para rua, para o brincante, não é simplesmente apresentar uma estrutura de teatro de rua, é se expor ao que der e vier. Por isso é que ele acaba de certa forma absorvendo a realidade como ela é. Em Campos do Jordão, onde me apresento, a realidade é um pouco “um sonho”, já que se trata de uma cidade turística onde as pessoas vão procurar algo diferente do seu lugar de origem, com o seu cotidiano de trabalho, estudo, etc.

O certo é que hoje em dia parece estar tudo conturbado independente do lugar. No Sábado, de dentro do ônibus em que estava, quase chegando em Campos, dei de cara com um acidente fatal na estrada, em que o motorista de um carro perdeu o controle do seu veiculo na curva e foi parar debaixo de um ônibus que descia a serra.

No Domingo, fiquei sabendo que num outro local da cidade, no mesmo final de semana, teve um atropelamento.

Enquanto isso, em São José dos Campos, a Prefeitura tenta aprovar uma lei em que se proíbe aos malabaristas circenses de se apresentarem nos semáforos, tratando-os inclusive, como se fossem mendigos ou coisa parecida.

Transcrevo aqui as palavras do Thiago Silva, jovem malabarista que atua nos sinais de São José dos Campos:

-Acho muito massa os artistas de rua. O Artista é um propagador de cultura e se não houvesse motoristas imprudentes o risco seria bem menor. É uma profissão e contém riscos como todas as outras. As pessoas que falam "tem que tirar porque é perigoso”, às vezes, são as mesmas que acham estar numa competição cujo sinal amarelo ao invés significar "precaução" significa "acelera essa lata de sardinha aí, o meu". O Artista é quase um Agente de trânsito que chega em tu é fala: Calma aí respira, agora pode ir. "O Artista".


https://www.facebook.com/camarasjc/photos/a.488428617863120.109326.488405527865429/1372430136129626/?type=3

Semana passada, no Brasil, tivemos o falecimento do sociólogo, literato e professor universitário Antônio Candido. É tão bom ouvir um intelectual, independente da sua ideologia, falando, por exemplo, sobre temas como a Utopia e a escassez de grandes homens.

Falando em cultivo do caráter, o artista de rua é um sonhador que faz o seu trabalho impulsionado pela emoção, com a intenção de trazer alegria e reflexão ao mundo, sabendo que não vai enriquecer com sua profissão.


Entre tanta dificuldade que a gente encontra, cito uma frase do escritor mor Guimarães Rosa: “Para o artista toda limitação é estimulante...”.



Foto de Fernando Carvalho