quinta-feira, 25 de abril de 2013

Rumo ao Rio de Janeiro...

Estou indo para a cidade de Rio de Janeiro para realizar um trabalho para a Fundação Oswaldo Cruz e aproveitar a ocasião para sair “brincar” nas ruas de forma espontânea que nem o faço em Campos do Jordão.


Memória, fundamental para o crescimento das pessoas. Antigamente, no começo dos anos 1900, as coisas eram feitas para durar, matéria prima resistente ao tempo... Relíquias, objetos de colecionador... Hoje só ficam as lembranças de um tempo “Romântico”...

Num quarto de pensão, num quarto de cortiço de algum prédio velho, que outrora foi uma mansão, com certeza mora algum artista boêmio, sobrevivendo da vocação...

Gente vinda de vários dos lugares do Brasil para cidade grande para mostrar seu talento.



Memória, para dentro, para o fundo. Introspecção...

Machuca Bandoneon, meu coração,
Tua rouca maldição malandra.
Tua lágrima de Rum me leva até o fundo,
Baixo fundo, onde o barro se revela...

 Trecho de “La última Curda” (O último Porre)
 Tango De autoria de Cátulo Castillo

Indo para o Bairro da Lapa, no Rio de Janeiro, palhacinho de meia idade, lembro-me de alguma coisa que li de Lima Barreto e das letras das músicas de Pixinguinha, do choro que tanto gosto e dos LP de Cartola. “A sorrir. Eu pretendo levar a vida, pois chorando eu vi a mocidade perdida”...


quarta-feira, 17 de abril de 2013

Mímico Andarilho (Teatro Popular)

É verdade isso de que "Uma andorinha só, não faz verão"... Apesar de me apresentar sozinho, não deixo de reconhecer que sempre conto com  a ajuda de pessoas que fazem com que o “Mímico Andarilho” aconteça...

Cito aqui alguma delas:

-Juliano Maurer (Piu) que pintou o quadro da bicicleta.
- Amarildo, O locador da casa onde eu moro, que é serralheiro e ex-funcionário da GM e soldou duas plaquinhas que servem para fixar a base no bagageiro traseiro da bicicleta aonde carrego a “Burrinha”, além de ter adaptado o bagageiro da frente e colocado os suportes para fixar o poste e as placas com o cruzamento de ruas á bicicleta.
- O “Amigo” que trabalha com portas de alumínio, que fez a base na qual carrego a “Burrinha”.
- O “Alemão” -Não sei o nome dele- que fez a estrutura de ferro na qual vai fixada a cabeça da “Burrinha” permitindo sua movimentação.
- Filipe, que fez as placas de rua.
- André, meu companheiro de sempre, que me incentiva a pedalar e que reformou a malinha que uso no espetáculo, além de fazer a Arte do “Andarilho” na sacola em que carrego a “Burrinha”, etc.
- Nicolau (Cineasta, Ator, Produtor, Contestador, etc. e tal...) que filmou a “Brincadeira” nas ruas de São José dos Campos.
- O “Cacique”, meu vizinho tapeceiro, que costurou as alças da malinha de ferramentas que carrego pressa ao quadro da bicicleta.

E tantos outros “populares” que me cumprimentam nas ruas; pessoas comuns que pedalam, andam a cavalo, plantam ou pescam nas águas poluídas de “nosso” Rio Paraíba, que umedece nossa alma na batalha do dia a dia, na cidade de São José dos Campos SP.

Agradeço as pessoas que botam suas colaborações no meu chapéu, garantindo assim grande parte do meu sustento e a continuidade do meu trabalho...



Brincadeira na Praça "Do Sapo" - São José dos Campos SP

terça-feira, 2 de abril de 2013

Entrevista Bacana antes da “Correria” no feriado da Páscoa


Na Sexta feira Santa cheguei mais cedo do que de costume a Campos do Jordão para gravar uma entrevista que vai compor uma matéria sobre “Artistas de Rua” para o último programa da temporada do “Vanguarda News” que vai ao ar no próximo Domingo, após o “Fantástico”. A Jornalista Agda Queiroz e o Cameraman Eduardo Marcondes subiram a serra somente para acompanhar meu trabalho. Lembrei-me da última experiência quando participei do filme “Aparecida, O Milagre” e fiz um esforço para não olhar para câmera.
Tudo rolou com a maior naturalidade. Espero que o céu azul, o ar limpo e o meu espírito leve, tenham ajudado para oferecer boas imagens. A relação com o público rolou bem legal e os jornalistas colaboraram para me fazer sentir a vontade. Agora a gente depende do pessoal que faz a edição. Tomara que a matéria contribua para divulgar meu trabalho de forma positiva...

Com pessoal da TV Vanguarda após a matéria

quarta-feira, 27 de março de 2013

"Cidadão do Mundo..."

Quando a gente lança uma idéia no ar tem que se responsabilizar por ela.
Entrou em contato comigo uma pessoa da cidade de Altamira, no Pará, há mais de 2.700 km de São José dos Campos SP, que está querendo me levar para fazer uma apresentação numa empresa de lá. Acredito que ela deve ter visitado o meu alternativo-blog e assim acabou se interessando: “Você vai vir de bicicletinha? Vai trazer a burrinha até aqui?...” Me lembrei de quando estive em São Luis do Maranhão, doido para continuar a viagem rumo a Ilha de Marajó, mas acabei não me atrevendo, porque meu filho de meses me esperava em São Paulo.
Sim, a idéia do “Andarilho” é essa, a de andar, encurtar a distancia, ter como referência o ator que sai “brincar” livremente nas ruas pelos lugares por onde passa, sendo ele de “todos os lugares...”
Tal vez seja por isso que o trabalho funciona na cidade de Campos do Jordão SP, porque é freqüentada por pessoas diferentes dos mais diversos lugares do Brasil e do mundo...


Junto a Marilia, Pneumologista de Mogi das Cruzes SP

terça-feira, 12 de março de 2013

Preparando-me para o resto do ano realizando parcerias


Essas semanas tem sido preparatórias para o que vai acontecer no resto do ano. O carnaval acabou e eu tenho participado de reuniões com os grupos de trabalho da “Classe teatral” de São José dos Campos discutindo rumos. Tenho ouvido que para se fazer teatro precisa-se de certa estrutura, como uma boa iluminação, um palco, etc. Fazendo um levantamento dos espaços que a cidade possui para a apresentações de espetáculos, notei que ninguém cita os espaços públicos como praças, calçadões, etc.
Cabe ressaltar que com o revi goramento da região central as ruas ficaram muito mais bonitas e dignas de serem aproveitadas. Embora lá...

Estou me estruturando para poder viajar para outras cidades com o Projeto "Mímico Andarilho", que inclui a apresentação do espetáculo em teatros pequenos e espaços não convencionais, uma oficina de mímica para adolescentes das escolas e a "brincadeira" livre do palhaço nas ruas centrais do lugar.

Tive a oportunidade de realizar um trabalho no Distrito de Pindamonhangaba chamado Moreira Cesar, na fábrica da Gerdau, junto a um jovem e talentoso ator e músico chamado Rômulo Scarinni. Foi muito divertido, especialmente porque acabei indo de bicicleta, colocando-a no bagageiro do ônibus. Mais divertido foi levar o Rômulo por duas vezes no cano da bicicleta por quase dois quilômetros pela estrada, os dois caracterizados, desde o hotel na qual a gente se hospedou até a fábrica.   

Parceria divertida!

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Bike Carnavalesca ( Folia de muito trabalho )

 De última hora acabei sabendo que a Fundação Cultural Cassiano Ricardo, na cidade de São José dos Campos, estava precisando de atividades que ajudassem na realização do “Carnaval nos Bairros”, proposta da nova administração municipal, já que não ia ter o tradicional desfile de carnaval.
Propus fazer a “brincadeira” do palhaço popular, indo para os lugares de bicicleta, carregando a “burrinha” e a boneca de dançar, junto a meu amplificador de cintura que também serve de microfone.

Saindo do bairro de Santana (Zona Norte de SJC)

 No primeiro dia, na Sexta feira, fui na “Vila Tesouro”, onde realizei uma intervenção nas ruas do bairro. No Sábado fui para o populoso “Novo Horizonte”, situado no extremo leste de SJC e a uns vinte km da minha casa. Lá fiz a propaganda da “Matinê Infantil” que ia ser realizada pela primeira vez na Casa de Cultura do bairro. Foi super bacana, porque sai brincando com a bicicleta que nem carro de som, anunciando o evento, fazendo mil palhaçadas com as pessoas que encontrava no caminho, falando no meu microfone de cintura, circulando pela praça, entrando nos comércios, etc. No fim, estacionei a bicicleta na esquina mais movimentada para colocar a burrinha e brincar no trânsito. Foi uma festa. Legal foi que ajudou levar um bom público para matinê, que contou com atividades de recreação para as crianças e os bonecões do grupo de pesquisa de cultura popular “Piracema”, do “Bairrinho”, vizinho ao Novo Horizonte. No Domingo de carnaval realizei uma “Caravana Carnavalesca” de bicicleta, que começou por volta das 11 da manhã, quando me maquiei para brincar no belíssimo parque Vicentina Aranha junto a dezenas de crianças que curtiam a matinê organizada pelo pessoal do parque. Depois, caracterizado de palhaço, fui para o Parque Santos Dumont, brincando com as pessoas que encontrava no caminho ao som do jazz que saia do meu amplificador. A Caravana culminou no bairro Jardim Morumbi, no extremo sul da cidade, onde repeti a atividade feita no Novo Horizonte.
Foram mais de 80 km percorridos de bicicleta e a alegria do dever cumprido.
Ainda sobrou energia para me apresentar na serra, para os turistas, na cidade de Campos do Jordão, na Segunda e na Terça Feira de Carnaval. (Deus existe...)

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

A Brincadeira espontânea nas ruas de São José dos Campos Foi do jeito que eu imagino tem que ser...


Cheguei de bicicleta sob o sol forte do verão, carregando a boneca, a burrinha, o som, o figurino, a maquiagem, etc. e parei debaixo de um toldo, na esquina de frente ao bar “Coronel”, em São José dos Campos. A loja da calçada onde estacionei estava fechada já que era Sábado de tarde, havendo inclusive uma corrente esticada como proteção. Fiquei desse lado da corrente, olhando para o bar. Comecei a me trocar. Mudei de camiseta, deixei o capacete pendurado ao guidão da bicicleta e coloquei o chapéu de palhaço. Maquiei-me ai mesmo sob o olhar dás pessoas do outro lado da rua que me observavam enquanto bebiam. Amarrei meu amplificador de cintura e coloquei um jazz no meu MP4 como trilha sonora. Atravessei a rua rumo ao bar. Enfiei-me no meio do corredor, entre as mesas e o meio fio da calçada e fiquei fazendo mímica, interagindo com ás pessoas. De vez em quando ia para rua para brincar com os motoristas e depois voltava para o corredor. Isso durou um bom tempo até eu voltar para minha bicicleta e pegar a burrinha para continuar a brincadeira e por último a boneca com a qual dancei ao som de um forró do Jackson do Pandeiro. Deu uma grana razoável no chapéu e pude conversar com as pessoas depois da apresentação, entregar cartões, falar do blog, etc. Fui embora de cara branca, nariz de palhaço e capacete na cabeça ao som do “Russo Jazz Bend”, brincando encima da bicicleta, buzinando para os carros. Cheguei nesse clima num bar novo que fica a um quarteirão do “Coronel”, chamado “Empório São José” e consegui brincar, antes da chuva começar, conseguindo assim mais uns trocados. As pessoas bateram palmas e no fim eu falei: - Eu sei que esse tipo de trabalho não é muito valorizado, mas eu acho que ele é válido porque “humaniza”, e ainda dei um grito de “Viva São José dos Campos!”.
Fui embora com a chuva correndo atrás de mim, fiquei de “Alma Lavada”...


"Um sonho que se sonha junto é realidade"