sexta-feira, 15 de abril de 2011

"A Leiteira" - Ponham suas colaborações, por favor...

"A Leiteira" - técnica de empapelamento usando polvilho azedo-
O papel o tirei dos sacos vazios de cimento das construções do meu bairro - que não são poucas -

Ponham sua colaborações na leiteira, por favor...

Eu acredito no ato de "rodar o chapéu", aliás meus ganhos provem na sua maior parte disso. Me lembro que quando morava em Buenos Aires, vários grupos de teatro alternativos se apresentavam no bairro de São Telmo dentro das salas de espetáculos e no final o povo colaboraba com o que podia. Legal que as salas ficavam lotadas. Na cidade onde eu moro - São José dos Campos, SP - no comporta espaços alternativos, então a gente depende de projetos públicos ou de instituções como  SESC ou  SESI. Também não se cultua o ato de fazer teatro "independente" e os projetos não conseguem abranger a totalidade dos artistas locais. Eu vou tentar levar adiante essa ideia do "chapéu" para espaços alternativos como escolas públicas de ensino médio, faculdades o até mesmo as praças. Assim também terei a possibilidade de desenvolver meu espetáculo chamado "Na Rua", apesar de ter que adapta-lo a cada lugar específico. Ao menos assim será uma forma de não ficar só improvisando a noite nos bares ou nos finais de semana em Campos do Jordão...

sábado, 9 de abril de 2011

E vamos em frente com "O Mímico Andarilho" - produto orgânico -

  O maracujá do meu quintal, "Produto Orgânico".

Bom, eu vou tentar elaborar projetos, mas não vou dispensar o ato orgânico de " fazer", já que disso se
trata: fazer, interferir, mobilizar... Realizar um "teatro espontâneo".

Fico muito triste pelas pelas crianças vítimas do ato violento e insano produzido por um doente no Rio de Janeiro. Que Deus as tenha e que proteja os seus familiares...

Eu vou continuar a levar alegria aos adolescentes das escolas públicas da periferia...

                                                                                                                                                     
Apresentação na escola estadual  "Takaoka", no bairro Vila Paiva em São José dos Campos (diurno)

Apresentação para o período noturno da mesma escola.

terça-feira, 29 de março de 2011

Concretizando "O Mímico Andarilho"

Aproveito a apresentação marcada para domingo 03 de Abril no parque Santos Dumont aqui em São José dos Campos para começar com meu novo formato de espetáculo -"O Mímico Andarilho"-. Testo o figurino e vejo que o ideal  é o de mímico tradicional mesmo -ou seja-  roupa neutra com alguns detalhes, que no meu caso podem fazer referência ao "Compadrito", com a flor na lapela, o sapato e o chapéu tradicional. Também vou enfeitar a bicicleta, já que é o meio de transporte e cenário do "Andarilho" e ensaiar o roteiro que me proponho executar.


"O Mímico Andarilho"

sábado, 5 de março de 2011

"A burrinha"

"A Burrinha é muito importante e está na construção da vida em todo Brasil..."

"Nenhum animal foi mais importante na formação do Brasil que as mulas ou burros..."

"Eles são animais de forte personalidade e difíceis de ser domados, mas são resistentes e por isso sempre foram usados para o transporte de cargas..."

http://biuvicente.com/historiaecanavial/?p=279


A burrinha é encontrada na Europa


A "Burrinha" apareceu na minha vida em meados da década de '90, após ter comprado do mestre Saúba dos bonecos um cavalo esculpido na madeira por ele em Taboão da Serra SP. Com esse cavalo eu representei "O Gaúcho Argentino" no meu espetáculo "Milongas Sentimentais" è "Um cavaleiro espanhol" no espetáculo "A Pastora Marcela" até encarnar o personagem "Burrinha" no folguedo do bumba meu boi com o grupo "Cupuaçú", dirigido pelo mestre maranhense "Tião Carvalho", me apresentando em vários projetos de Secretarias Municipais e Estaduais de Cultura em cidades de São Paulo em São Luís do Maranhão nas festas de Junho.



A burrinha com sua primeira carcaça de papelão


O certo que dessa vez em que eu peguei meu cavalo, o mestre Afonso Miguel, que estava junto comigo, ganhou de Saúba uma cabeça de uma burrinha -"coisa mais linda"- a qual acabou fazendo a carcaça de uma caixa de papelão forrada com veludo vermelho, tornando-a feminina e elegante,  enfeitando-a com colar de pérolas e pintando seus lábios de baton.
Essa burrinha eu herdei dele quando a deixo comigo numa das suas tantas viagens a Europa. A carcaça hoje é feita de bambu, que eu mesmo fiz, supervisionado pelo "Seu Benè" no galpão do grupo "Piraquara"
na Fundação Cultural Cassiano Ricardo, em São José dos Campos, SP.
O nome dela é "Janaina' e foi alguém do público que colocou, e eu gostei...


Olha a janaina bonita na foto





quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Produto orgânico...

Fiquei sabendo que houve uma esplosão solar que pode afetar as tele-comunicações na terra: Reação orgânica do sol!!!




Explosão Solar



Colhi frutos orgânicos da terra!!!

Deu toda essa mandioca de um pé só, vocês acreditam?.

Esse aqui!!!

















Isso aqui e só a metade: Hummmm!!!


E não é que a terra do meu quintal é bem boa!!!


-Estou adaptando  meu espectáculo de forma bem orgânica, usando a bicicleta como meio de transporte e cenário do mesmo:




Usando essa base traseira de alumínio no bagageiro,

que quando abre vira uma mesa.


















Os objetos do espetáculo agora  cabem nesta "mini - mala",




Que é transportada desse jeito aqui.


 A ideia do "mímico-andarilho" é a de andar, levando a bike no bagageiro de um ônibus- se for para longe- junto com a mala, a burrinha e os objetos pessoais, apresentando em lugares diferentes, para públicos variados e registrando as experiências neste blog.


Indo para Campos do Jordão

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Fui Sábado à noite "brincar" nos bares de São José

É difícil. Juro que é difícil. Mas eu fiz o que me propus mais uma vez. Cheguei no bairro São Dimas -"de bike"- Me coloquei numa esquina enfrente a um bar do outro lado da calçada,  a uma distância em que as pessoas pudessem me enxergar. Estacionei a bike, tirei a "burrinha" da bolsa, coloquei minhas luvas e comecei a interagir com os transeuntes e as pessoas do bar. Depois brinquei com a burrinha e finalmente tirei a boneca da bolsa e  amarrei seus sapatos aos meus. Coloquei meu amplificadorzinho na cintura e saí dançando ao som do Jackson do Pandeiro entre as mesas. Consegui uns trocados e a certeza de que não é todo mundo que valoriza esse tipo de trabalho - o que é "normal". - Eu também falo para as pessoas o que penso delas na rua, e isso me faz bem!. Fui para o bar ao lado, a mesma coisa. Guardei meu material e montei na bike. Fui para o "Bar 10" na Adhemar de Barros -enfrente ao SESC- que já estava "fim de festa" e as pessoas bem "beudinhas"; mesmo assim brinquei, já que estava no meu "roteiro". Mais uma vez continuei minha "andança" e fui parar no finalzinho da V. Ema onde fiz o meu "melhor show da noite" no "espetinho do gaúcho" . O público lá era bem eclético. Havia crianças, jovens e gente mais madura. Consegui brincar de mímico, de burrinha e de dançarino. Foi realmente muito bom, "com palmas sinceras e tudo". Ganhei dois novos contatos e alguns amigos. Parei no último bar do roteiro. Fim do horário de verão, e eu -que me propus ir até a meia noite do horário de inverno- ainda estava lá -na luta - e as pessoas "bebendo" a noite. Num "Vai, não vai". Fiz minha última apresentação às pressas, como Cinderela antes da meia noite. Acabou!!!. Subi na minha abóbora de duas rodas, liguei no meu mp4 o som do rapadura psicodélica e sai "mimicoandarilhamente" pelas ruas de São José rumo aos "Altos da Vila Paiva". Deu a graninha "certinha" - como sempre - Menos Mal!!!   A Propósito?, Vocês ouviram falar da Fundação Cultural Cassiano Ricardo?



"Cair da tarde na Vila Rossi" - Lá vou eu...

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

aproveitando o espírito do carnaval e "tomara que não chova"

Estou me preparando para ir brincar esse fim de semana na noite, nos bares de São José e talvez domingo em Campos. É difícil. Não é o que mais quero - gostaria  mesmo é de estar apresentando "o espetáculo" adaptado à bike - mas devido ao calor que está fazendo durante o dia e até começar a apresentar nas escolas, vai no improviso à noite mesmo. Vou de bike, carregando "Maria Antônia" - a boneca de dançar - e minha burrinha. Além de amplificador de cintura, mp4, maquiagem, etc.
Maria Antônia no seu novo "visu"
Maria Anônia não é muito bonita. Faz uns dez anos quando morava em sampa - no morro do querosene - o meu amigo Afonso Miguel (mestre mamulengueiro) me diz que queria fazer uma boneca esculpida diretamente na espuma, já que a técnica utilizada tradicionalmente é a de prencher uma malha de dança inteira de elanca com pedacinhos de espuma. E não é que eu, andando pela Av. Corifeu A. Marques de Fusca, acabei achando uns blocos de espuma novinhos, que acabavam de ser jogados?. Maria Antônia é feia mesmo!,  Também, não dava para ser de outro jeito, já que, levando Afonso para o  aeroporto de Guarulhos rumo à Europa, acabou de se esculpda  na tesoura, num cantinho do assento traseiro do Fusca, que estava repleto das suas bagagens, num dia de chuva torrencial. Depois ela passou pelas mãos do meu amigo Antônio de Olinda que deu o acabamento da pele e por mim, que acabei acertando tudo na tesoura. O mestre mamulengueiro "Saúba dos bonecos" fez os primeiros "sapatos grudados" que eu renovo de tempos em tempos.


os sapatos grudados

Eu não sou um grande dançarino de forró. Sou simplesmente um "palhaço-mímico" que tem Maria Antônia como mais um elemento para "brincar" na rua.
a boneca na bike, em cima da mesa

O trabalho nos bares é legal quando existe um espaço grande na calçada em que eu possa interagir com os transeuntes ou com os próprios carros que passam, para depois chegar perto das mesas. Ele flui melhor quando consigo brincar -olho no olho - com alguém das mesas que passa a ser meu "interlocutor". Não adianta querer atingir a atenção de todos que estão no bar. É melhor pegar um canto e criar uma certa intimidade com alguns. A boneca serve para eu me deslocar entre as mesas, atingindo mais pessoas, o que é necessário na hora de "rodar" o chapéu.  

  
o amplificador de cintura e o mp4
                             

                                                                                              
               O trabalho nos bares é dificil no começo, porque me coloca na mesma posicão de outras pessoas que oferecem seus produtos (vendedor de flor, de amendoim, etc.). A rua é pública e todos têm o mesmo direito de correr atrás do seu. Ultimamente acabei me assumindo como "mais um trabalhador" e me sinto bem com isso.







dançando com Maria Antônia