quarta-feira, 27 de julho de 2016

Inter Ação

O objetivo é mobilizar, dialogar, interagir. A proposta é o jogo livre, o improviso em contato direto com as pessoas seja qual for o lugar da apresentação, rua, local de trabalho, dentro da escola ou até mesmo numa sala de espetáculos.

“Brincantes”, assim são chamados os personagens dos folguedos populares, os repentistas ou os artistas de teatro de mamulengo.

“Arte ingênua”, porque nasce de um desejo intuitivo e preserva sua característica rústica, o que a torna “popular”.

A arte popular tem uma relação direta com a linguagem da brincadeira livre da criança, pela sua inocência e porque é realizada por impulso, sem tomar em conta aspetos meramente técnicos. Nas artes plásticas temos o exemplo da pintura chamada “Naif” (ingênua), das esculturas das figureiras ou da construção dos bonecões do carnaval.

No meu trabalho existe um estudo de elementos técnicos de mímica, de palhaço, de consciência corporal, de espaço cênico como um todo, etc. Mas a procura é pela linguagem mais pura da criança, o “Homo Ludens”, a criação espontânea.  

Quando vou para rua, “brincar” livremente com as pessoas, o meu desejo é o de mudar o ritmo natural das coisas, melhorando o estado de ânimo, criando autoestima, expondo de uma forma positiva. 

O curioso é que, mesmo estando na rua, o trabalho “acontece” melhor de forma intimista, olho no olho, para grupos menores, talvez porque esta forma facilite a interação.

Estou com dois tipos de atividades com as quais pretendo viajar por diferentes regiões e cidades:

A primeira é a "Ação Brincante", que é a brincadeira livre, na qual uso a mímica, a bicicleta ou a “burrinha”. 

A segunda é a apresentação do espetáculo “As Peripécias do Mímico Andarilho”
A ideia é que, na narração da história, que é feita através de gestos, não se perca a característica do improviso e do contato com a plateia o tempo inteiro. Para isso coloco pessoas no palco, brinco com o inesperado, saio e entro na história, etc. Dando, às vezes, mais importância para o jogo espontâneo do que para a própria história.

http://mimicoandarilho.blogspot.com.br/p/espetaculos.html


“O Mímico Andarilho”, um personagem ingênuo, que resgata o bom trato entre as pessoas e traz uma mensagem sobre a importância de se preservar o Meio Ambiente em que vivemos, valorizando a cultura popular e fortalecendo a autoestima do cidadão.

Foto de Ricardo de Paula





quarta-feira, 6 de julho de 2016

"Terra em Transe"

O legal do último final de semana foi ter assistido ao filme “Terra em Transe”, do Diretor Glauber Rocha, na sede do “AME Campos” (Associação de Amigos de Campos do Jordão), como parte da programação do “Cine Clube Araucária”, coordenado pelo Senhor Cervantes.

Localizada numa bonita casa antiga, ficamos na sala, sentados em confortáveis poltronas, tomando um excelente vinho chileno, o Secretário de Cultura do Município, uma senhora jornalista de uma conhecida revista acompanhada por seu marido, os produtores do evento e mais umas poucas pessoas, inclusive eu.

O filme, digitalizado, foi projetado num telão que ocupava grande parte de uma das paredes, dando o clima de um cinema.

"Terra em transe" é realmente uma “paulada” na cabeça, forte e totalmente atual. Devido a sua linguagem simbólica, me vi na obrigação de recorrer a uma análise feita por estudantes universitários para poder entender melhor a trama.

Lançado em 1967, o filme faz parte do movimento “Cinema Novo”, que tinha o intuito de despertar nos espectadores uma consciência crítica sobre os problemas sociais e políticos que atingiam o país na época. Destacam-se, como características da narrativa, a descontinuidade, da qual a quebra da narrativa linear impõe ao espectador a reflexão sobre o que está sendo exposto; o dinamismo, o excesso de movimentos de câmera e cortes abruptos de cenas; e a desarmonia, ou seja, há um desconforto no espectador diante de uma história “confusa”, que não tem qualquer pretensão de orientar ou controlar a interpretação da obra. O engajamento para combater a miséria e a desigualdade, o caráter paternal que anestesia as mazelas da pobreza, a indiferença passiva que está alienada de tais elementos, a repugnância que desencadeia toda esta situação, todos diretamente relacionados com o cotidiano pobre, dependentes dos votos e da ignorância das massas. A questão agrária, colocada por Glauber, pano de fundo de toda a questão da terra no Brasil, parece se apropriar de certos elementos do passado para construir sua representação. A alusão à formação das Ligas Camponesas no nordeste, que no governo de João Goulart teve os seus ensaios com a formação da Superintendência da Reforma Agrária (SUPRA). No filme, o cineasta buscou representar a questão da violência no campo, deslocando sua crítica para a incapacidade das massas de organização política e suas dependências paternalistas de setores ligados ao poder.
Porfírio Diaz, como seu correspondente histórico, simboliza a alegoria do político corrupto e oportunista, que muda de lado conforme o vento, e perpetua-se no poder com o auxílio dos setores mais reacionários, com o sacrifício da população mais carente e despossuida. Felipe Viera, político de "Alecrim", província periférica de “El Dorado”, é porta voz da reação ao jogo político simbolizado por Porfírio Diaz. Têm um tom paternalista e é um demagogo de grande influência nas massas. Mas Vieira, ao tornar-se governador de Alecrim, mostra sua fraqueza de caráter, escondendo-se atrás de um discurso conciliador com as forças reacionárias, abandonando a aliança que tinha construído com a população, especialmente com os camponeses.


Figura fortíssima a de Paulo Autran, como Porfírio Diaz, que, empunhando uma bandeira numa mão e um crucifixo na outra, conclama olhando para a câmera: - “A sociedade brasileira é feita de classes! A que classe você pertence, hein? A que classe?(...)”


Paulo Autran  em "Terra em transe"




E lá estou eu, ingênuo, com meu palhaço no meio da rua, em Campos do Jordão, tentando alegrar a massa, acreditando no meu Brasil amado. E lá está o grande senhor Cervantes, distribuindo consciência e cultura, fazendo política entre os ricos e os pobres de espírito. Para mim, seu “Cervantes”, os moinhos de vento ficaram realmente indestrutíveis e está cada dia mais difícil enfrentá-los, mas, mesmo assim, continuo lutando...


quarta-feira, 18 de maio de 2016

Atividade no “Ocupa Atibaia” 2016 da “Incubadora de Artistas”

Nesse último final de semana fiz a minha participação no terceiro “Ocupa Atibaia”, projeto idealizado pela “Incubadora de Artistas”, que premia aproximadamente dez trabalhos que são realizados no transcurso do ano. O bacana é que o objetivo da atividade é a interferência urbana, o seja, a arte de rua, mesmo. Vai haver grafite, Hip Hop misturado com samba, Pintura em Muro, Mosaico, etc. sendo que várias dessas atividades acontecem nos bairros da periferia.

Minha participação consistiu na realização do “Ação Brincante”, no Sábado e a apresentação do espetáculo “As Peripécias do Mímico Andarilho”, no Domingo, em praça pública, na área central da cidade.

O mais bacana foram às intervenções do Sábado, onde sai pedalando minha bicicleta brincando com tudo o que achava pela frente, num percurso indicado pelos organizadores, que me acompanharam e registraram a atividade. O contato com as pessoas simples que achei nas praças, no ponto de ônibus urbano da rodoviária ou nas ruas do centro foi bem espontâneo e agradável, tanto para elas quanto para mim.

Foto de Ricardo De Paula





 A Incubadora de Artistas funciona como uma galeria de arte que expõe trabalhos de artistas da região e de outros lugares. A exposição é visitada por alunos de escolas e público em geral e se renova continuamente. Outras atividades organizadas pela Incubadora são o Festival de Nanometragem, o Festival “Cobertor de orelha” e a “Festa do Saci”.


Em Atibaia conservam-se várias construções antigas, como a do hotel em que fiquei hospedado, que foi construído em 1932, e que, segundo Vitor, um dos sócios da Incubadora, já abrigou artistas do Movimento Modernista.

Atibaia, cujo nome de origem Tupi aparentemente faz referencia a água é um lugar pacato, de uns 120.000 habitantes, onde as pessoas que moram na grande cidade vão descansar ou ter um calmo lazer. Lá tem uma comunidade japonesa forte e acontece a Festa das Flores e Morangos.


Lá eu brinquei de arte popular e gostei...

"Quanto mais alto o cargo, maior o rombo" -
Arte urbana na frente de uma construção tombada no centro de Atibaia


sexta-feira, 6 de maio de 2016

Nas ruas da "Minha Cidade"

Aceitar ser “Palhaço de porta de loja” por dois dias seguidos, pode ser visto como um sinal de que a situação não está nada fácil, mas, por outro lado, o bom do fato é que me coloca em contato com o povão em geral, que transita cotidianamente ás ruas da cidade.

Num cenário de “compra-vende” ao qual já estou acostumado, em Campos do Jordão, vários promotores ficam nas calçadas das lojas oferecendo seus produtos. Minha sorte foi de que a loja onde eu estava era a última antes da esquina, ficando, portanto, perto do sinal e da faixa de pedestres e, ainda por cima, tendo o privilégio de ter do outro lado da rua uma grande calçada sem lojas que pertence ao antigo prédio da Câmara Municipal.

Meu objetivo foi o de usar o espaço como um todo, aproveitando tanto calçada da frente da loja, como a do outro lado da rua, assim como também o cruzamento, e a própria rua e os veículos automotivos, as bicicletas e as pessoas que transitam pela mesma.

Uma sopa de gente de todas as idades e tribos, de largos sorrisos e de muitas dores.

Meu ponto de chegada e de partida era à frente da loja que me contratou, onde ficam os promotores anunciando para os transeuntes “Vamos fazer o teste da visão gratuito!”, tentando convencê-los a entrar.

Usei como trilha sonora o som de jazz de rua de sempre, utilizando a minha caixinha amplificada presa á cintura, o que permite locomover-me junto ao som. No primeiro dia levei a bicicleta antiga e no segundo a “Burrinha". Nos dois toquei algumas músicas que sei de cor na minha flauta transversal.

Realizei o trabalho de várias formas, de acordo com a necessidade. Umas vezes fiquei apenas parado na frente da loja, brincando, fazendo palhaçadas com pequenos gestos faciais. Em outras imitei as pessoas que passavam, tanto na calçada da loja, como as que circulavam do outro lado da rua. Com a burrinha, sai pulando ao som de Jackson do Pandeiro por tudo quanto lugar. Com a flauta toquei várias músicas, mas as que funcionaram melhor foram o “Carinhoso” de Pixinguinha e um forró que toco enquanto estou de burrinha.

Ficar na rua, exposto, na cidade do interior onde você mora, é um barato. Acabei cruzando um monte de gente que conheço ou me conhece, sejam amigos, conhecidos, amigos do meu filho, artistas, produtores culturais, etc.

O mais importante do trabalho é o contato com as pessoas no geral, seja na atenção dispensada a alguém mais velho que vem contar alguma anedota, ou simplesmente mantendo a postura pacífica, alegre e desconsertante do palhaço, figura com a qual, de alguma forma, todos se identificam.

Encontrei gente perdida, gente achada, de todas as idades, de todas as cores, de todas as alegrias, de todas as dores. De todo gênero. Vários tipos de amores. Com as crianças pequenas, é claro, a mais pura magia...

O momento mais legal de todos foi quando uma criança de uns oito anos de idade veio tirar uma foto comigo para comemorar o sucesso do seu transplante de medula e a cura da sua leucemia.


Junto a meu amigo e músico Maciel Junior

Definitivamente, não sou nada estranho para o público de São José dos Campos, já que levo mais de quatorze anos por aqui e já fiz infinidades de coisas, desde apresentar-me em dezenas de escolas e eventos oficiais, até “brincar” espontaneamente nos bares da cidade, sempre levando a alegria do palhaço junto a linguagem da mímica e da cultura popular...






quarta-feira, 27 de abril de 2016

Feriadão de Tiradentes em Campos do Jordão

Sim, não está nada fácil. É claro que com tudo o que está acontecendo no país, que está submergido numa profunda crise econômica, política, moral, etc. o ânimo das pessoas, nas ruas, não podia ser dos melhores. Inclusive o meu ânimo, sabendo que no geral, meus conceitos são diferentes dos do público que frequenta Campos do Jordão.

Arte da convivência. Como palhaço, acabo acreditando no ser humano, independente da sua condição econômica. No meu trabalho de interação, no qual fico solto, “brincando” no meio do povo, a relação mais forte e verdadeira acontece com as crianças bem pequenas, que são as que menos entendem do “social”, portanto, as mais espontâneas. Elas são muitas vezes as que devolvem a alegria que alguns adultos me tiram...

Foto de Fernando Carvalho


Uma coisa interessante que rola no meio do trabalho é o diálogo com algumas pessoas.

Um grupinho de jovens que tinha curtido bastante a brincadeira, vendo a reação de outros que ficaram sérios, me disse: “O brasileiro anda meio chato”...

Um casal, que estava sentado numa mesa de um restaurante, depois de dar-me vinte reais, me disse: “Brasil precisa de gente que traga alegria como você o faz”...

Uma conhecida que trabalha numa loja de venda de chocolates, disse em tom pessimista: “A internet fez as pessoas menos bacanas”. Acho que ela se referia a falta de comunicação.


Falando em internet. Um grupo de professoras de educação artística do ensino fundamental me deu uma dica interessante para entender porque muitas vezes as crianças ficam coladas em mim quando estou na rua, o que acaba atrapalhando meu serviço. Elas disseram que é por causa da convivência quase exclusivamente com a tela, seja do computador, do celular, etc. onde elas ficam “coladas” e inclusive acabam interagindo.

Uma coisa legal que aconteceu nesses dias é que meu projeto do "Mímico Andarilho na estrada" foi um dos 11 selecionados pela "Incubadora de Artistas" da cidade de Atibaia e fará parte da programação do "Ocupa Atibaia"  durante um final de semana na cidade, junto a grafiteiros, muralistas, contadores de histórias, etc.

http://www.incubadoradeartistas.com.br/?red=http%3A%2F%2Fwww.incubadoradeartistas.com.br%2Fnoticia.php%3Fid%3D169%26sd%3Dfalse&sd=false

quarta-feira, 30 de março de 2016

Arte Independente

Em época de crise a primeira coisa que o governo e as empresas cortam são os subsídios a manifestações artísticas. Esse ano, por exemplo, não terá “Virada Cultural Paulista”, da qual participei das últimas duas edições e o “Festival Literário da Mantiqueira” será realizado de forma independente, com a iniciativa da comunidade de São Francisco Xavier junto com artistas da região.

Se em São José dos Campos a prefeitura parou de contratar eventos artísticos, imagine como será em municípios de menor porte, inclusive tratando-se de ano de eleições para prefeito. A Fundação Cultural de São José, por exemplo, tem destinada verba só para ganhadores dos Editais “Circulação” e do “Fundo Municipal de Cultura”. 

O que me resta é esperar a maré da crise política passar para concretizar o meu anseio que é viajar mais. Por enquanto, o jeito e virar-me  no chapéu, como sempre fiz, trabalhando de forma independente para os turistas que frequentam Campos do Jordão.

Lugar turístico é mais o menos assim, as pessoas ficam sentadas em bares e restaurantes, ou então andando, tirando fotos de tudo e se mostrando, formando juntas um mesmo bolo de gente. É por causa disso que as minhas apresentações acontecem melhor quando o lugar está mais vazio, como foi no último feriado da Páscoa, onde acabei conseguindo meu objetivo só nos últimos dois dias, em que estava mais tranqüilo para interagir. 

Fiquei “brincando” como mímico, em meio a crianças, adolescentes, adultos, idosos, cachorros, policiais, vendedores de bilhetes de loteria, etc. conseguindo agradar todos eles.



Me senti a própria raposa na fábula "A corte do Leão" de La Fontaine, que tem como moral da história, o seguinte:



"Se acaso na corte puderes entrar,
Faz sempre teu jogo com pau de dois bicos,
Terás a certeza de ali agradar"...





Como prêmio consolo, tive o privilégio de assistir a vários filmes de arte no Cine Clube Araucária, iniciativa do Senhor Cervantes e de outros cinéfilos moradores de Campos. O que mais gostei foi “Séraphine”, belo filme co-produção Franco-Belga dirigida por Martin Provost, que conta a história da desconhecida pintora autodidata Séraphine Senlis.

O Cine Clube Araucária acontece pelo geral no Espaço Cultural Dr. Além (Antigo Cine Glória) situado na Avenida Doutor Januário Miraglia 1462, Vila Abernéssia, Campos do Jordão, SP.

Maiores informações sobre a programação:
https://www.facebook.com/cineclube.araucaria?fref=ts

Cartaz do filme


terça-feira, 15 de março de 2016

Atividade no "Teatro da Aldeia" em São José dos Campos

Entre a tristeza e a alegria,
Entre o medo e a fé,
Perambula meu sorriso de palhaço...
Vou para as ruas,
Sendo impulsionado por uma louca emoção infantil.
Sou ingênuo,
Fico exposto,
Muitas vezes a deriva.
As crianças pequenas são minhas cúmplices e minhas aliadas,
Nessa aventura do incerto.
“Andarilho do nariz vermelho”,
Tendo como ferramenta simplesmente o meu corpo,
Sobrevivo muitas vezes da vontade alheia,
Recolhendo meus ganhos no chapéu ou na minha caneca,
como faço agora com vocês...

Esses versos, recitados no final de “As Peripécias do Mímico Andarilho” eu os escrevi a pedido de Adriana Barja, que foi quem me orientou nessa nova aventura de reformulação de espetáculo, que culminou com uma apresentação seguida de um Workshop realizado no “Teatro da Aldeia”, onde ela é uma das responsáveis.

Como o tenho feito em várias cidades do Cone Leste Paulista, pela Secretaria do Estado da Cultura, ao longo desses anos, desde 2009, essa atividade de “Formação de Público” atingiu alunos de nível intermediário de teatro.

Foto de Adriana Barja

Legal também foi o debate após o espetáculo onde rolaram perguntas interessantes, como a de uma moça, que quis saber qual era a diferencia de apresentar no Brasil a  de faze-lo na Argentina, a qual respondi que nenhuma, que a real diferença é a de você apresentar para gente pobre ou para gente com um poder adquisitivo maior. Comentei de que no Brasil o povo da periferia é bem parecido, seja no Estado de São Paulo ou no Maranhão, por exemplo.

Minha intenção é que essa atividade seja um pontapé inicial para uma nova etapa na qual pretendo viajar mais, levando meu trabalho para diferentes cidades, me apresentando tanto em lugares fechados de um jeito formal, como na rua, de forma espontânea, como o faço em Campos do Jordão.


Foto de Renato David oliveira

Segundo Adriana, o espetáculo tem potencial para ser apresentado em palco, mas eu pretendo dar umas palinhas dele nas ruas, apresentando-me como “palhaço flautista” e deixando fluir elementos da história junto ao improviso livre com o público.

Mas fotos sobre a atividade:
https://www.facebook.com/media/set/?set=a.824056571034375.1073741840.306038282836209&type=3&uploaded=14