segunda-feira, 29 de julho de 2019

Da rua para o palco...

De repente, as luzes da platéia se apagam e o clima fica formal, artista de um lado e público do outro. Cadê as pessoas com as quais costumo me comunicar nas ruas? Estréia nunca é fácil. Apesar de ter sido apresentado por muito tempo, o velho espetáculo se torna novo depois de doze anos de ausência.
 Falando em palco, existe a possibilidade de improvisar com o público sem precisar interagir diretamente com ele, mas isso requer muito ensaio e treino. O “Milongas Sentimentais” possui um cenário volumoso, com uma quantidade respeitável de objetos, mas, oferece um bonito visual de teatro popular. Para realiza-lo é preciso estar super antenado a um monte de detalhes como à mímica, o texto e as gags de palhaço, somado à troca de figurinos e cenários em cena para interpretar quatro personagens, à afinação das músicas cantadas, etc. O importante é que a estrutura ficou pronta, inclusive o final que precisou ser atualizado. A reestreia se deu no C.E,T. (Centro de Estudos Teatrais) da Fundação Cultural Cassiano Ricardo, em São José dos Campos e contou com a participação especial do Violonista Diogo Oliveira que tocou a música ao vivo.

Espetáculo "Milongas Sentimentais"
https://issuu.com/fccrsjc/docs/programac_a_o_jul_2019_issuu

De volta para as ruas de Campos do Jordão no final da temporada de inverno sou mais uma vez um anônimo para muita gente e um velho conhecido para alguns, depois de anos de convivência. Tenho resgatado vários registros de pessoas, como uma foto que foi tirada por uma criança de uns doze anos de idade em novembro de 2018, que segundo os pais, tem vocação para fotógrafo..

Foto do menino "Lipe" nas ruas de Campos do Jordão

Milongas Sentimentais - Teatro Popular, Espetáculos:
http://mimicoandarilho.blogspot.com/p/espetaculos.html

Mímico Andarilho: Intervenções e Performances:
http://mimicoandarilho.blogspot.com/p/intervencoes.html





segunda-feira, 15 de julho de 2019

"Milongas Sentimentais - Teatro Popular"

Chegando em Campos do Jordão depois de algum tempo de ausência, vejo, para minha surpresa, que o antigo ponto de táxi, que com a construção do calçadão, virou área coberta, servindo de ponto de encontro de trabalhadores de todo tipo, tanto do comércio local, quanto de artesãos, vendedores de bugigangas, de bexigas ou de algodão doce; de catadores de latinhas, de artistas de rua e de mendigos de toda espécie estava incrivelmente limpo! Alguém tinha lavado o chão com água e sabão. Literalmente: “Passaram o pano...”

Vai ver que foi por causa da chegada da temporada de inverno, mas, a prefeitura mandou retirar a galera que trabalhava no calçadão.Junto com gente “nada a ver” foram atingidos no mesmo bolo artistas como Henrrique, talentoso desenhista peruano que estava em sua segunda temporada na cidade A situação nesse ano incomodou as autoridades e comerciantes por causa do congestionamento de trabalhadores autônomos que aproveitam o grande fluxo de turistas para tentar tirar o seu sustento.

Nos finais de semana da temporada, pelas ruas do centro turístico de Campos, circula um tipo de público heterogêneo em que se mistura desde pessoas de classe media alta até pessoas simples que vão passar o dia de excursão.

Apesar de trabalhar a vinte e cinco anos na cidade, a minha atividade é permitida simplesmente porque não ocupa um espaço delimitado. Então, fico de lá para cá procurando um cantinho na frente das mesas de algum restaurante e brinco com quem tiver interesse, no meio da “muvuca”.

Eu gosto do desafio de tentar conseguir dar certo num espaço bem limitado. As pessoas questionam: - “Mas, quando tem muita gente, não é melhor?”.
Claro que não, para o diálogo acontecer tem que existir um espaço de respiração.

Das poucas mesas dos bares que consigo conquistar com minha mímica interativa vem elogios e perguntas tais como:
 - “De onde você saiu?”.
A o que eu respondo:
- “Sou um simples sobrevivente”
Ai eu ouço:
- “Alem de ser um sobrevivente, você é um sobrevivente que vive de arte".

Ou então:
- “Estamos precisando de pessoas como você, que nos tragam alegria”.
Ao que respondo:
- “Tenho feito o melhor que posso”

A máxima foi “Você é patrimônio da cidade...”.
Caracas, não sabia que era tão importante assim...

Em fim, Já atravessei várias crises com minhas intervenções de rua em mais de três décadas de Brasil, mas a de agora é mais complicada, já que esta além de econômica é de valores. Quando vou para rua a minha intenção e estabelecer um trato humano, resgatando a ingenuidade, o lúdico, o diálogo e a paz, independente à idade ou à condição social do público presente.


Com os espetáculos apresentados pela nossa companhia acontece o mesmo, tentamos desenvolver temas que aproximem as pessoas.

Hoje, como “Milongas Sentimentais - Teatro popular”, realizamos três espetáculos de nosso repertório”:

-         “Na Rua” ou “As Peripécias do Mímico Andarilho”. Espetáculo de Mímica e Clown Interativo.

-         “Dois Brincantes e o Príncipe Feliz” – Espetáculo de Teatro Popular.

-         “Milongas Sentimentais” – Comédia de Teatro Popular.


Arte de Rua - Semana do Circo  2018 - FCCR - SJC SP



https://mimicoandarilho.blogspot.com/p/espetaculos.html

https://www.facebook.com/Milongas-Sentimentais-Teatro-Popular-173882529422531/